Jogar uma faca e ameaçar dar banho de suco na colega de trabalho não pode!

Jogar uma faca e ameaçar colega de trabalho não pode!

Parece piada, mas não é!

O TRT do Amazonas e Roraima (11ª. Região) manteve a decisão de primeiro grau que entendeu correta a dispensa por justa causa da empregada que, em uma discussão no refeitório da empresa, jogou uma faca na direção de uma colega.

Por sorte, a mira da reclamante não era boa o suficiente e a faca não atingiu a colega, embora a reclamante tenha confirmado que a intenção era acertar a facada, além de ter ameaçado “dar um banho de suco” em outro colaborador, durante a calorosa discussão.

A reclamante, ao ingressar em juízo, pediu a reversão da justa causa e pagamento de danos morais alegando que ao longo de 3 anos de trabalho, ela não tinha recebido nenhuma advertência ou suspensão, razão pela qual a justa causa aplicada teria sido um ato de rigor excessivo diante do seu bom comportamento por anos, agindo a empresa em desproporcionalidade se comparado à “mera discussão” que ela se envolveu, especialmente pelo fato de a faca não ter atingido ninguém!

O desembargador relator lembrou, com propriedade, que a justa causa se caracteriza quando o empregado comete uma falta grave que impede a continuidade da relação empregatícia, uma vez que foi quebrada a confiança entre as partes.

O que extraímos desse caso emblemático é aquilo que sempre destacamos em nossas palestras e trabalhos: a justa causa pode ser a primeira punição dada ao colaborador! Tudo depende da gravidade do ato praticado, sendo absurdo exigir da empresa que, numa situação dessas, punisse a empregada apenas com advertência (verbal ou escrito), colocando em risco a integridade física de toda a equipe.

No processo aqui citado, a reclamante ainda pode recorrer ao TST.

(Processo nº 0002057-10.2017.5.11.0019 Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região)

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